DAST (Dynamic Application Security Testing)
O que é DAST (Dynamic Application Security Testing)?
DAST (Dynamic Application Security Testing)Testes de segurança caixa-preta que interagem com a aplicação em execução pela rede para descobrir vulnerabilidades visíveis apenas em tempo de execução.
Ferramentas DAST interagem com uma aplicação implantada — normalmente via HTTP — sem precisar de código-fonte. Elas exploram endpoints, enviam requisições maliciosas e observam respostas para detectar SQL injection, XSS, SSRF, falhas de autenticação, CORS mal configurado ou cookies inseguros. Como veem o que um atacante veria, complementam o SAST capturando problemas que só aparecem em runtime, inclusive os causados por configuração, infraestrutura ou serviços de terceiros. Em geral rodam em ambientes de staging ou QA e são integrados ao CI/CD como portão de liberação. Ferramentas comuns: OWASP ZAP, Burp Suite, Invicti, Acunetix e StackHawk.
Como funciona
Uma varredura DAST decorre em duas fases. Primeiro, um crawler (spider) mapeia a superfície de ataque da aplicação seguindo links, analisando JavaScript e reproduzindo tráfego gravado para descobrir formulários, parâmetros e rotas de API. Segundo, um scanner ativo modifica cada entrada com payloads de ataque e infere vulnerabilidades a partir de códigos de resposta, temporizações, conteúdo refletido ou assinaturas de erro — por exemplo, uma injeção SQL cega baseada em tempo confirma-se quando um payload SLEEP() atrasa a resposta de forma mensurável.
O DAST moderno evoluiu para varreduras API-first e autenticadas: as aplicações de página única e os back-ends REST/GraphQL expõem pouco a um crawler ingénuo, pelo que os scanners consomem especificações OpenAPI/Swagger e usam sequências de login programadas para alcançar funcionalidades protegidas. A cobertura é habitualmente mapeada contra o OWASP Web Security Testing Guide (WSTG). Os limites do DAST importam tanto quanto: não indica a localização na linha de código, não vê caminhos de código inacessíveis e corre o risco de falsos negativos em estados complexos do lado do cliente — razão pela qual as equipas o combinam com SAST e IAST em vez de dependerem apenas dele. Para evitar varrer produção e desencadear efeitos secundários reais (enviar e-mails, criar encomendas), as varreduras são restringidas a alvos fora de produção e recebem um âmbito definido e uma lista de exclusões.
flowchart LR
A[Aplicação em execução<br/>staging/QA] --> B[Crawler / spider<br/>mapeia endpoints]
B --> C[Scanner ativo<br/>injeta payloads]
C --> D{Anomalia na<br/>resposta?}
D -->|Sim| E[Reportar achado<br/>SQLi / XSS / SSRF]
D -->|Não| F[Marcar endpoint como limpo]
E --> G[Portão CI/CD<br/>falhar build / triagem]● Exemplos
- 01
Executar uma varredura automatizada do OWASP ZAP contra uma API em staging como job de CI.
- 02
Fazer uma varredura com Burp Suite usando sessão autenticada contra uma SPA.
● Perguntas frequentes
O que é DAST (Dynamic Application Security Testing)?
Testes de segurança caixa-preta que interagem com a aplicação em execução pela rede para descobrir vulnerabilidades visíveis apenas em tempo de execução. Pertence à categoria Segurança de aplicações da cibersegurança.
O que significa DAST (Dynamic Application Security Testing)?
Testes de segurança caixa-preta que interagem com a aplicação em execução pela rede para descobrir vulnerabilidades visíveis apenas em tempo de execução.
Como se defender contra DAST (Dynamic Application Security Testing)?
As defesas contra DAST (Dynamic Application Security Testing) costumam combinar controles técnicos e práticas operacionais, conforme detalhado na definição acima.
Quais são outros nomes para DAST (Dynamic Application Security Testing)?
Nomes alternativos comuns: Análise dinâmica, Teste de segurança caixa-preta.